
Wendy Markham
Editora Harlequim


Sinopse:
A expulsão dos vendilhões do Templo de Jerusalém - relatada em poucas linhas do Evangelho de São Mateus - é o ponto de partida para uma narrativa original, que se desdobra em três épocas: 33 d.C., 1635 e os nossos tempos.Na primeira parte, ambientada na Jerusalém da época de Cristo, o episódio bíblico é visto pela ótica de um dos vendilhões, camponês arruinado que chegou à cidade em busca de melhores dias e descobriu no comércio do Templo o trampolim para projetos mirabolantes. A trajetória de Cristo é vista indiretamente pelo olhar desse seu obscuro contemporâneo, e a vida cotidiana na Terra Santa é descrita com humor e vivacidade.Na segunda parte da obra, a narrativa dá um salto no tempo e no espaço. Em 1635, Nicolau, um jovem padre, chega a uma pequena missão jesuítica do sul do Brasil e se vê envolvido numa situação angustiante: com a morte súbita do sacerdote que dirigia a missão, torna-se responsável por uma comunidade indígena cujo idioma não fala. Um forasteiro se oferece como intérprete, mas em pouco tempo seu caráter suspeito se manifesta.A terceira parte do livro - a final - se passa nos dias de hoje, na cidade surgida a partir da aldeia jesuítica. A esquerda comemora a conquista da prefeitura. Um assessor de imprensa testemunha essas mudanças ao mesmo tempo em que, com ex-colegas de colégio, relembra a peça teatral encenada pelo grupo na infância, tendo como tema o episódio da expulsão dos vendilhões do Templo. As três histórias se entrelaçam e se iluminam umas às outras, desdobrando de maneira inesperada o núcleo temático do episódio bíblico, com diversas possibilidades cômicas e dramáticas e focalizando suas implicações morais. A exemplo do que fez no premiado A mulher que escreveu a Bíblia, Scliar parte da narrativa bíblica para traçar um painel muito pessoal e bem-humorado dos dilemas de nosso tempo.

Phillip Margolin 


J.K. ROWLINGSINOPSE
Com mais de 250 milhões de exemplares vendidos, traduzidos em 29 idiomas, John Grisham volta, em O recurso, ao universo da justiça que o consagrou - o livro, que, a exemplo de outros seus, alcançou o 1º lugar na cobiçada lista do The New York Times, é o seu primeiro thriller jurídico desde O corretor, de 2005. Num tribunal do Mississipi, o júri volta atrás do veredicto contra uma companhia acusada de despejar resíduos tóxicos no reservatório de água de uma cidadezinha, causando o maior boom de câncer da história - a empresa houvera apelado à Suprema Corte, composta por nove juízes. A questão é: quem eram eles? Como votaram? Algum deles poderia ser substituído após a decisão final? A política sempre foi um jogo sujo. Grisham mostra, agora, que a justiça também é.Em O recurso, o leitor já começa a trama dentro de um tribunal de Hattiesburg, Mississippi, à espera do retorno do júri após o término de um longo julgamento. Quando o júri volta com um surpreendente veredicto de 41 milhões de dólares contra Krane Chemical Corporation, uma grande empresa química, considerada culpada por jogar substâncias tóxicas na água de Bowmore, uma pequena cidade em Cary County, é que Grisham começa a mostrar ao leitor o quanto os ricos podem ser ainda mais gananciosos.O desfecho de O recurso é uma surpresa, perfeito para um livro cheio de viradas. E para os fãs de John Grisham é ótimo ver que o escritor continua dominando os tribunais como poucos.
Stephen King
O mundo da moda não é para iniciantes. Especialmente em Nova York. Para conquistar espaço — o mínimo que seja — é preciso muitas vezes experimentar o pão que o diabo amassou. Ou mesmo vender a alma ao dito-cujo. Mas será que vale a pena tanto sacrifício? Com conhecimento de causa, Lauren Weisberger lança a questão com charme e bom humor em seu romance de estréia, O DIABO VESTE PRADA, um roman à clef que revela, em detalhes, histórias de personagens facilmente identificáveis no mundinho fashion de Nova York. O resultado é um livro saboroso, fiel ao melhor estilo da nova literatura feminina de humor, sucesso de público nos EUA – onde permanece.

A autora do livro 'O diabo veste Prada' está de volta. Emmy estava a dois passos do casamento perfeito quando seu namorado a trocou pela personal trainer. Leigh é considerada o novo talento na editora onde trabalha, mas sua vida amorosa não anda tão bem quanto pensava. A brasileira Adriana odeia a palavra compromisso. Para ela, quanto mais homens melhor. As três amigas decidem fazer um grande pacto - mudar radicalmente suas vidas em um ano.



Augusto Cury, Editora Academia da Inteligência.
Resenha:
Em 7 de julho de 1953, Ernesto Guevara, com 25 anos, e seu amigo de infância, Carlos Calica Ferrer, embarcaram em um trem na estação Retiro de Buenos Aires, decididos a percorrer a América Latina. Para Ernesto, aquela era a sua última e definitiva viagem pela América Latina, que determinou a transformação de um jovem médico no Comandante Che Guevara. Neste livro, Calica relata as aventuras e experiências desses meses que passaram juntos.



Siobhan Dowd, Editora Agir
Eram tempos difíceis para David Gilmour: sem trabalho fixo, com o dinheiro curto e o filho de 15 anos colecionando reprovações em todas as matérias do ensino médio. Diante da desorientação e da infelicidade desse filho-problema, o pai faz uma oferta fora dos padrões: o garoto poderia sair da escola - e ficar sem trabalhar e sem pagar aluguel - desde que assistisse semanalmente a três filmes escolhidos pelo pai. Com essa aposta diferente na recuperação e na formação de um rapaz que está "perdido", formaram o clube do filme. Semana a semana, lado a lado, pai e filho viam e discutiam o melhor (e, ocasionalmente, o pior) do cinema: de A Doce Vida (o clássico de Federico Fellini) a Instinto Selvagem (o thriller sensual estrelado por Sharon Stone); de Os Reis do Iê, Iê, Iê (hit cinematográfico da Beatlemania) a O Iluminado (interpretação primorosa de Jack Nicholson, dirigido por Stanley Kubrick); de O Poderoso Chefão (um dos integrantes das listas de "melhores filmes de todos os tempos") a Amores Expressos (cult romântico e contemporâneo do chinês Wong Kar-Way).Essas sessões os mantinham em constante diálogo - sobre mulheres, música, dor de cotovelo, trabalho, drogas, amor, amizade -, e abriam as portas para o universo interior do adolescente, num momento em que os pais geralmente as encontram fechadas. David Gilmour, crítico de cinema e escritor premiado, oferece uma percepção singular sobre filmes, roteiros, diretores e atores inesquecíveis ao relatar essa vivência com olho clínico e muita sinceridade. O autor emociona ao colocar os leitores diante da descoberta da vida adulta pelos olhos de um jovem e dos dilemas da adolescência administrados por um pai muito presente. Nas palavras de Gilmour: "É um exemplo do que o cinema é capaz, de como os filmes podem vencer suas defesas e realmente atingir seu coração."


Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em "A Menina que Roubava Livros", livro há mais de um ano na lista dos mais vendidos do "The New York Times".Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido da sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, "O Manual do Coveiro". Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro de vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes.E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de rouba-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto a sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar.Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Mas só quem está ao seu lado sempre e testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhece-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.



Taylor Caldwell, Ed Record
Este livro trata de Nosso Senhor apenas indiretamente. Não há romance e nem livro histórico que possam transmitir a história de Sua vida tão bem quanto a Santa Bíblia. Assim, a história de Lucano, ou São Lucas, é a história da peregrinação de todos os homens através do desespero e das trevas da vida, através do sofrimento e da angústia, através da amargura e da tristeza, através da dúvida e do cinismo, através da rebelião e da desesperança até os pés e a compreensão de Deus. Essa busca de Deus e da revelação final é a única significação na vida dos homens. Sem essa busca e essa revelação, o homem vive apenas como um animal, sem conforto e sem sabedoria, e sua vida é inútil, seja qual for seu grau de poder e nascimento.
CRÍTICAS
26/11/2008 - Simplesmente maravilhoso!!! A primeira parte me pareceu um pouco mais cansativa, com muitas notas de rodapé que tornam a leitura mais trabalhosa. A partir da segunda parte, no entanto, se torna simplesmente fantástico. Recomendo!!! (Jamile Antonio)
07/06/2005 - O livro Médico de Homens e de almas é sem duvida nenhuma a melhor coisa que já li nos ultimos tempos. Onde Lucano com sua magnitude abdica de valores da epoca e se revolta contra Deus na ânsia de aliviar o sofrimento dos oprimidos, mas que no final encontra o seu verdadeiro caminho o encontro com o verdadeiro Deus. (regina nunes)08/02/2004
Quem pensa, como eu pensava, que esta obra seria uma literatura repleta de pieguice, certamente se surpreenderá. Aborda o período romano do nascimento e logo após morte de Jesus. Mas ESTE não é o personagem. O personagem principal é LUCANO, que como médico, revolta-se contra DEUS em face principalmente aos sofrimentos físicos que vê naqueles que o cercam. Na busca incessante de querer vencer este sofrimento, passa entender a verdade, e a ligar os fatos que lhes foi narrado por personagens que deles participou. Trata-se de obra com profunda pesquisa histórica sobre roma e a política daquela época. Tibério César era o governante, e era boa pessoa. Quem diria, não é. E mais dá para acreditar que Pôncio Pilatos, certamente se converteu ao final de seus dias??? Foi um governante fraco, é verdade, mas o perdão, talvez lhe tenha sido concedido. Vale a pena ler o livro. Prepare-se para uma leitura dinâmica e emocionante. (ivan pegoraro)
Sara Gruen, Ed Sextante















Vem da Suécia um dos maiores êxitos no gênero de mistério dos últimos anos: a trilogia Millennium - da qual este romance, Os homens que não amavam as mulheres, é o primeiro volume. Seu autor, Stieg Larsson, jornalista e ativista político muito respeitado na Suécia, morreu subitamente em 2004, aos cinqüenta anos, vítima de enfarte, e não pôde desfrutar do sucesso estrondoso de sua obra. Seus livros não só alcançaram o topo das vendas nos países em que foram lançados (além da própria Suécia, onde uma em cada quatro pessoas leu pelo menos um exemplar da série, a Alemanha, a Noruega, a Itália, a Dinamarca, a França, a Espanha, a Itália, a Espanha e a Inglaterra), como receberam críticas entusiasmadas.O motivo do sucesso reside em vários fronts. Um deles é a forma original com que Larsson engendra a trama, fazendo-a percorrer variados aspectos da vida contemporânea, da ciranda financeira feita de corrupção à invasão de privacidade, da violência sexual contra as mulheres aos movimentos neofascistas e ao abuso de poder de uma maneira geral. Outro é a criação de personagens extremamente bem construídos e originais, como a jovem e genial hacker Lisbeth Salander, magérrima, com o corpo repleto de piercings e tatuagens e comportamento que beira a delinqüência. O terceiro é a maestria em conduzir a narrativa, repleta de suspense da primeira à última página.Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas - passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o veelho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.Quase quarenta anos depois o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger. E que muitos querem vê-lo pelas costas. De preferência, morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados - de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois.... até um momento presente, desconfortavelmente presente. Nota: ainda não foram publicados no Brasil o II e III livros.
Ler é uma das maiores viagens que um ser humano faz através da mente, aqui você pode indicar livros, ou não, trocar idéias, enfim falar sobre essa maravilhosa viagem que é a leitura.